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Os radioamadores normalmente utilizam nas suas transmissões dois sistemas de radiocomunicação. Um deles é a radiotelefonia, ou simplesmente fonia (AM, FM ou SSB), onde a informação (ou mensagem) transmitida por meio das ondas de rádio é a voz. O outro sistema é a radiotelegrafia, ou simplesmente CW (continuous wave), onde a informação transmitida é formada pelos elementos do Código Morse (ou código Radiotelegráfico Internacional). Telegrafia, Código Morse e CW têm o mesmo significado.

É interessante frisar que o conhecimento prático da telegrafia (recepção auditiva e transmissão do Código Morse), para obtenção da licença de radioamador é exigida pelas convenções internacionais que regem o radioamadorismo. Tal exigência se deve ao facto de que nas situações difíceis, onde não é possível a transmissão de mensagens em fonia, ainda se conseguem satisfatórias comunicações em CW, as quais utilizam uma menor potência, proporcionam um maior alcance e são muito menos afetadas pelas interferências. Muitos radioamadores não acham necessário a imposição da prática de CW para as provas de radioamador, realmente, as coisas impostas não são muito bem-vindas, mas o propósito aqui não é discutir a importância ou não da telegrafia e sim compartilhar informações valiosas com o colega leitor deste artigo, sobre esta fabulosa modalidade de radioamadorismo que apesar de toda a tecnologia existente ainda é utilizada por muitos, incluindo forças militares ao redor do globo.

O Código Morse foi idealizado em 1837 pelo cientista norte-americano Samuel Finley Breese Morse. Nesse sistema, as letras do alfabeto, os algarismos arábicos e os sinais de pontuação encontram-se representados pela combinação adequada de dois tipos de sons ou sinais: um breve e um longo. Deste modo, é possível formar-se palavras e frases inteiras. A comunicação radiotelegráfica consiste, então, em enviar sinais da estação transmissora até a receptora, utilizando-se as ondas de rádio como veículo.

Um dos métodos para se aprender o Código Morse consiste em convidar um outro colega que esteja também interessado em aprender (afinal quem usa rádio não se comunica consigo mesmo, seja qual for a modalidade), para que ele o ajude na prática dos exercícios de aprendizagem. Será demonstrado mais adiante um processo prático de estudo do Código Morse. Não existe melhor processo, que aquele a que você melhor se adapte.

Como dissemos, o Código Morse é formado pela combinação de dois tipos de sons, colocados em intervalos convenientes, para produzir outros sons diferentes, os quais, por sua vez, são usados para identificar cada uma das letras do alfabeto, os algarismos arábicos e outros símbolos e sinais convencionais de uso geral.

Os tipos de sons são apenas de duas espécies, um curto, o qual chamaremos de di e outro longo, o qual chamaremos de dah. Os sons têm duração diferente, o de curta duração corresponde ao ponto, e ao de longa duração, ao traço no alfabeto morse.

Trataremos o código não como pontos e traços, mas sim como sinais, para tornar a compreensão mais fácil e agradável. A origem do timbre dos sons é uma oscilação de áudio frequência de mais ou menos 800 Hz.

O som di é a frequência que se ouve durante um espaço de tempo curto, de mais ou menos 1/3 de segundo, e que utilizamos como unidade, para comparar os tempos dos sons curtos e longos. O som longo não é mais do que um som curto prolongado e que se ouve pelo espaço de tempo, mais ou menos 1 segundo, ou seja, três vezes mais longo que o som curto.

Cada símbolo do alfabeto Morse é chamado elemento, quer seja curto ou longo. Um ou mais elementos formam sinais (letras, números e outros símbolos especiais). Estes, por sua vez, formam palavras ou abreviaturas. O ritmo da manipulação vai determinar a velocidade de transmissão.

Referimo-nos ao sons curtos (di) e longos (dah) pois são os que mais se parecem com o som Radiotelegráfico ou oscilação de 800 Hz. Portanto, adotamos tais expressões sempre que nos referirmos aos sons breves e longos, respectivamente. Poder-se-á comprovar esses sons utilizando um oscilador para prática, de CW.

O estudo do Código Morse deve ser feito, se possível, de maneira metódica, é como aprender uma outra língua. No início pode parecer difícil, impossível, desesperante, mas com o tempo habituamos os nossos ouvidos, é aí que a coisa toma sentido. Tenha disciplina, estude os sons diariamente por um período máximo de 1 hora, fazendo intervalos de 15 a 30 minutos, assim irá habituar-se aos poucos. Se sentir cansaço nos primeiros exercícios, após 15 minutos de prática, não continue, deixe para o dia seguinte. Isso é comum no início, porém não perca um dia que seja, de prática. A insistência é factor muito importante, não apenas na telegrafia, mas também em qualquer outro tipo de estudo.

Fonte: CT2FUQ



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Significado de VHF (Very High Frequency)

VHF (Very High Frequency) ou ondas métricas, é o segmento de freqüência compreendido entre 30 e 300 MHz (10M a 1M) sendo a banda mais popular os 2 metros (144-148 MHz).

Alguns experimentos foram realizados em VHF no início do século passado, porém a partir de 1930 radioamadores começaram contatos em 5 e 6 metros, posteriormente passando as atividades para a atual banda dos 2 metros, inicialmente em AM, depois em FM, e atualmente cresce a atividade em SSB/CW.

Ao contrário do que muitos pensam o VHF através da banda de 6M (50 MHz) pode oferecer contatos a larga distancia com ótimas aberturas para todas as partes do mundo. Em 2M também temos algumas aberturas a longa distância principalmente para a região do Caribe e América Central, através da propagação Trans Equatorial, sendo no Brasil a região Sul a mais beneficiada para tais contatos.

Veja abaixo, quais as freqüências liberadas para os Radioamadores e  que compreendem ao espectro das bandas de VHF:

  • 6 METROS -  50 a 54 MHz
  • 2 METROS – 144 a 148 MHz
  • 1,25 METROS – 220 a 225 MHz

Na Europa já existem transmissões autorizadas  em alguns paises para a banda de 4 metros que corresponde a 70 MHz,  e que está ganhando enorme popularidade.



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Os radioamadores Lou McFadin, W5DID and Mark Steiner, K3MS seguiram para Moscou dia 10 de dezembro de 2010 para os últimos testes no experimento chamado Kursk e para a finalização dos testes das baterias do satélite.

Com viagem marcada para a Estação Espacial Internacional pela nave de carga Progress em janeiro de 2011 o satélite ARISSAT-1 será lançado ao espaço pelos astronautas a bordo em fevereiro de 2011.

Radioamadores terão vários modos para utilizarmos como repetidora VHF, BPSK, e vários transponders simultaneamente, podendo ser utilizados todos de uma só vez através de um novo software conhecido como SDX.

ARISSAt-1 possibilitará simultâneos sistemas de comunicação para Radioamadores como 2 metros, FM, CW, BPSK, e vários transponders.

Utilizar a repetidora de VHF simultaneamente com o identificador de voz do satélite, coletando sinais de telemetria, e recebendo mensagens de saudação em 15 idiomas e imagens de SSTV ao vivo.

Varias transmissões automáticas de voz, sinais de telemetria, 24 mensagens enviadas por alunos em escolas de todo o mundo, e transmissões de sinais de SSTV.
As transmissões de CW incluem o indicativo de chamada, seleção de sinais de telemetria e indicativos de chamada de pessoas envolvidas com os controladores da ARISS.

As transmissões de BPSK incluem o novo protocolo de BPSK conhecido como 1kBPSK desenvolvido por Phil Karn KA9K recebendo os sinais do satélite mesmo que ele emita baixos níveis de sinal. Os sinais de BPSK funcionarão alternadamente com os sinais de telemetria. Programas de computador (Softwares) de graça estão disponíveis em vários sites de Radioamadores e todos estes softwares trabalham com a placa de som, antes do lançamento.

O transponder do satélite possui uma variação de 16 khz entre os sinais de BPSK e FM.

O experimento chamado Kursk fará uma amostragem do vácuo por 90 minutos por dia e enviará os dados para as estações em terra para mapear a variação do vácuo durante os giros do satélite em órbita da Terra.

Os seis painéis solares do Satélite carregarão suas baterias e quando as baterias esgotarem sua carga o satélite continuará a enviar seus dados com baixa potencia e quando estiver iluminado pelo sol.

No satélite existem palavras secretas gravadas onde acontecerão concursos entre escolas para incentivar alunos a receberem os sinais do ARISSAT-1 e acontecerão também concursos para Radioamadores e diplomas para os que receberem os sinais de CW enviados pelo satélite.



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