UHF (Ultra High Frequency) ou ondas decimétricas, é o segmento de freqüência compreendido entre 300 e 3000 MHZ (1M a 10CM) sendo a banda mais popular os 70CM (430-440 MHZ).
A atividade em UHF teve início no final dos anos 70, mas foi na década de 80 que aconteceu a grande evolução, com o surgimento de novos equipamentos e novas tecnologias.
O UHF através da banda de 70cm também pode oferecer contatos à larga distancia com aberturas para a região do Caribe e América Central, através da propagação Trans Equatorial. Companheiros do Rio Grande do Sul e estações da Argentina e Uruguay por sua localização geográfica são os mais beneficiados.
Veja abaixo, quais as freqüências liberadas para os Radioamadores e que compreendem ao espectro das bandas de UHF:
Nas bandas de UHF as atividades principais, são contatos via satélite , reflexão lunar, emissão-piloto, repetidoras e a comunicação digital.
Devido a alta freqüência é recomendado a utilização de cabos coaxiais com baixa perda e com o mínimo comprimento possível entre o transmissor e a antena, visando optimizar o ganho da estação.
A Agência Espacial Americana confirmou sexta-feira (16/09/2011) que um satélite desativado vai cair em algum lugar na Terra entre quinta-feira e sábado desta semana.
O satélite UARS, de pesquisas atmosféricas, foi lançado em 1991 com a ajuda do ônibus espacial Discovery. Em 2005, ele parou de funcionar e se juntou a milhares de pedaços de sucata espacial que vagam na órbita terrestre.
A maior parte do lixo espacial é formada por pequenas peças que medem poucos centímetros. Mas o satélite UARS é do tamanho de um ônibus e pesa 5,5 toneladas.
Normalmente, quando o lixo espacial reentra na atmosfera, o atrito com o ar é suficiente para incinerar tudo. Só que, desta vez, os técnicos da Nasa não tem certeza sobre o destino do satélite de pesquisas que está caindo. Eles não sabem nem se ele vai se desintegrar por completo e nem o lugar exato onde os possíveis pedaços poderão cair na Terra.
Os técnicos acreditam que partes com até 150kg de metal possam resistir à reentrada na atmosfera. Os destroços podem cair em uma extensa faixa do planeta , que inclui a América do Sul. Mas, pelo menos, a estatística está a favor de quem espera pela queda no planeta Terra.
As estações espaciais Skylab, em 1979, e a Mir, em 2001, muito maiores, despencaram longe de áreas habitadas. E a Nasa calcula que a probabilidade de um pedaço da UARS atingir alguém é de uma para 3,2 mil.
Os radioamadores Lou McFadin, W5DID and Mark Steiner, K3MS seguiram para Moscou dia 10 de dezembro de 2010 para os últimos testes no experimento chamado Kursk e para a finalização dos testes das baterias do satélite.

Com viagem marcada para a Estação Espacial Internacional pela nave de carga Progress em janeiro de 2011 o satélite ARISSAT-1 será lançado ao espaço pelos astronautas a bordo em fevereiro de 2011.
Radioamadores terão vários modos para utilizarmos como repetidora VHF, BPSK, e vários transponders simultaneamente, podendo ser utilizados todos de uma só vez através de um novo software conhecido como SDX.
ARISSAt-1 possibilitará simultâneos sistemas de comunicação para Radioamadores como 2 metros, FM, CW, BPSK, e vários transponders.
Utilizar a repetidora de VHF simultaneamente com o identificador de voz do satélite, coletando sinais de telemetria, e recebendo mensagens de saudação em 15 idiomas e imagens de SSTV ao vivo.
Varias transmissões automáticas de voz, sinais de telemetria, 24 mensagens enviadas por alunos em escolas de todo o mundo, e transmissões de sinais de SSTV.
As transmissões de CW incluem o indicativo de chamada, seleção de sinais de telemetria e indicativos de chamada de pessoas envolvidas com os controladores da ARISS.
As transmissões de BPSK incluem o novo protocolo de BPSK conhecido como 1kBPSK desenvolvido por Phil Karn KA9K recebendo os sinais do satélite mesmo que ele emita baixos níveis de sinal. Os sinais de BPSK funcionarão alternadamente com os sinais de telemetria. Programas de computador (Softwares) de graça estão disponíveis em vários sites de Radioamadores e todos estes softwares trabalham com a placa de som, antes do lançamento.
O transponder do satélite possui uma variação de 16 khz entre os sinais de BPSK e FM.
O experimento chamado Kursk fará uma amostragem do vácuo por 90 minutos por dia e enviará os dados para as estações em terra para mapear a variação do vácuo durante os giros do satélite em órbita da Terra.
Os seis painéis solares do Satélite carregarão suas baterias e quando as baterias esgotarem sua carga o satélite continuará a enviar seus dados com baixa potencia e quando estiver iluminado pelo sol.
No satélite existem palavras secretas gravadas onde acontecerão concursos entre escolas para incentivar alunos a receberem os sinais do ARISSAT-1 e acontecerão também concursos para Radioamadores e diplomas para os que receberem os sinais de CW enviados pelo satélite.
Antes de transmitir, é importante ter certeza que esta recebendo o sinal do satélite, e se a frequência está desocupada. Receber bem o satélite é 95% importante, transmitir são os outros 5% restantes.

Transmitir sem ter boa recepção, receberá o titulo de “jacaré” (boca grande, ouvido pequeno) e a antipatia de alguns radioamadores.
Satélite exige técnica e muita paciência, não transmita antes de ter recepção perfeita.
Os melhores resultados são obtidos com antenas direcionais. Para os satélites de baixa órbita (AO-51, SO-50, ISS) uma pequena direcional de 5 elementos para UHF será o suficiente para o downlink.
Muitos radioamadores não possuem QSJ para um sofisticado sistema de rotores de elevação e azimute, então operam com HT e antena a mão ou mesmo com um rádio normal, mas com a antena na mão. Devido ao seu pequeno tamanho, fica fácil fazer o direcionamento.
Nos satélites LEO que trabalham no modo B ou J, via de regra não se corrige o efeito doppler na banda de VHF, devido que em FM, o desvio de +/-3kHz é facilmente tolerado pelo receptor do satélite ou pelo receptor de seu rádio.